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Erro médico

Algo deu errado durante o seu atendimento médico?

Nem toda complicação é erro — e é exatamente por isso que vale entender o que aconteceu.

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A análise começa pelos documentos do atendimento.

Falheiro Advogados · OAB/RJ 263.931 · Rio de Janeiro · atendimento online em todo o Brasil

Quando vale investigar o que aconteceu

  • Diagnóstico errado ou muito tardioA doença era outra, ou demorou demais para ser identificada.
  • Algo aconteceu durante uma cirurgiaComplicação, lesão ou resultado muito diferente do combinado.
  • Falha no acompanhamentoSinais relatados que não foram investigados a tempo.
  • Alta hospitalar cedo demaisE o quadro piorou logo depois.
  • Erro de medicaçãoRemédio, dose ou via de aplicação trocados.
  • Ninguém explicou os riscosVocê não foi informada do que poderia acontecer antes de consentir.

Nenhuma dessas situações significa, por si só, que houve erro. Significa que existe algo a ser analisado — e é isso que a análise responde.

Resultado ruim não é, por si só, erro

Medicina trabalha com risco. Complicação prevista, evolução inesperada e limite do tratamento existem e não configuram falha.

Para saber o que aconteceu no seu caso, é preciso olhar a documentação médica, a conduta adotada e as circunstâncias do atendimento.

Quem afirma que houve erro antes de ler o prontuário não está analisando — está adivinhando.

O que precisa ser analisado

A leitura segue uma ordem. Cada elo depende do anterior.

  1. ProntuárioO registro de tudo o que foi feito e quando.
  2. ExamesO que foi pedido, o que mostrou e o que não foi pedido.
  3. RelatóriosA descrição do procedimento e da evolução.
  4. CondutaO que se esperava de um atendimento adequado naquele contexto.
  5. ConsequênciaO dano concreto e a relação dele com a conduta.

O prontuário é um dos documentos mais importantes para entender o que aconteceu.

Se você ainda não tem, tudo bem. Não precisa reunir nada para começar a conversa — o escritório orienta o que pedir e como pedir.

Comece pelo prontuário

Muita gente não sabe: você tem direito de solicitar o seu prontuário ao hospital, à clínica ou ao consultório. O pedido é seu, não precisa de advogado, e vale fazer por escrito, guardando o protocolo.

  • Prontuário completo do atendimento
  • Exames de imagem e laboratoriais, com os laudos
  • Relatórios de cirurgia, internação ou alta
  • Receitas e prescrições
  • Notas, recibos e comprovantes de despesas
  • Mensagens e documentos trocados com a equipe

Guarde tudo, inclusive o que parecer irrelevante. Documento antigo costuma ser o que explica a cronologia.

Antes de você chamar

O que acontece quando você manda a mensagem

  1. Você conta o que aconteceu, na ordem em que aconteceu.
  2. A gente vê quais documentos você já tem e orienta como pedir os que faltam.
  3. Com a documentação em mãos, você recebe uma resposta sobre haver ou não elementos para aprofundar o caso.

Você não precisa ter tudo para começar a conversa. Segunda a sexta, das 9h às 18h.

Perguntas frequentes

Todo resultado ruim é erro médico?

Não. Existem complicações previstas, limites do tratamento e evoluções que ninguém poderia evitar. O que se analisa é a conduta: se foi adequada ao caso e ao que se sabia naquele momento.

Posso pedir o meu prontuário?

Sim. O prontuário registra o seu atendimento e você tem direito de acesso. Peça por escrito e guarde o comprovante do pedido.

E se o hospital não entregar?

A recusa em fornecer costuma ser indevida, e existem caminhos para obter o documento — inclusive judiciais. Registre o pedido e a negativa: os dois viram parte do caso.

Preciso ter todos os documentos antes de falar com advogada?

Não. Comece com o que tiver. Parte do trabalho inicial é justamente identificar o que falta e orientar como conseguir.

Erro de diagnóstico pode gerar responsabilidade?

Pode, dependendo do caso. Diagnóstico difícil não é o mesmo que diagnóstico negligente — e a diferença aparece na documentação: no que foi investigado, no que foi pedido e no que foi ignorado.

Existe prazo para agir?

Existe, e ele varia conforme a natureza da relação e o momento em que o dano se revelou. Por isso vale não deixar para depois — mesmo que você ainda não tenha decidido nada.

Vai precisar de perícia?

Casos assim costumam depender de avaliação técnica, porque a discussão é sobre conduta médica. É um dos motivos pelos quais o caminho é mais longo que o de outras demandas.

Posso responsabilizar o hospital e o profissional?

Depende de como o atendimento aconteceu e do vínculo entre eles. Hospital, clínica, plano e profissional respondem de formas diferentes, e essa definição faz parte da análise.

Quer entender se o que aconteceu merece uma análise jurídica?

Conte o que houve, na ordem em que aconteceu. O resto se organiza a partir daí.

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A análise depende dos documentos do atendimento. Nenhum caso é avaliado sem eles.

Conhecer o escritório →

Atualizado em 06/08/2026 · Responsável pelo conteúdo: Dra. Luana Corrêa Falheiro — OAB/RJ 263.931

Base legal: Código Civil · Código de Defesa do Consumidor · normas do Conselho Federal de Medicina.

Conteúdo de caráter informativo. Não substitui a análise do seu caso.